"Vamos preservar para que nossos prescendentes possam admirar"

sexta-feira, 28 de março de 2014

Cenotes - conexões entre a superfície e áreas alagadas subterrâneas.

O termo se origina da palavra maia dz’onot, que significa “caverna com depósito de água”. Os geólogos usam a palavra para descrever um poço natural de calcário, ou dolina. A península de Yucatán é composta de rochas de calcário poroso, há muito perfuradas pela água da chuva que lentamente foi se infiltrando até o subsolo. Com o tempo, nos lugares onde haviam se formado cavidades, a parte superficial do calcário cedeu, deixando à mostra a água verde e azul, em poços naturais bem profundos, muitos deles cercados de vegetação exuberante. Em alguns cenotes, a água quase chega à superfície; em outros, fica bem abaixo. Espeleólogos (cientistas que estudam cavernas) e mergulhadores tentaram explorar os cenotes, mas em muitos casos não conseguiram ir até o fundo em vista da grande profundidade.
Na época dos maias, muitas cidades e centros cerimoniais se formaram em volta dos cenotes. Isso porque, além de serem importantes fontes de água, o povo acreditava que eram a moradia do deus-chuva, Chac. Os vários cenotes nas proximidades das famosas ruínas de Chichén Itzá são um exemplo disso. Um deles é o Cenote Sagrado ou Cenote dos Sacrifícios. Ali, arqueólogos recuperaram da água esqueletos (especialmente de crianças) e artefatos valiosos feitos de jade, de ouro e de cobre. Achados como esses confirmam a lenda de que sacrifícios humanos e outras ofertas eram lançados nos cenotes para invocar o deus-chuva.
Cenote Sagrado de Chichén Itzá 

O Cenote Azul é de um azul-anil intenso e é cercado de densa vegetação. Fica perto de Chetumal, Quintana Roo, e é um dos mais visitados. Estima-se que esse poço natural tenha cerca de 90 metros de profundidade, com largura entre 200 e 300 metros. Dutos subterrâneos ligam o cenote com a multicolorida lagoa Bacalar. Nadar nessas águas límpidas é uma experiência inesquecível.
Dolinas como essas não existem apenas no México, mas também na Austrália, em Cuba, na Turquia e em outros lugares da Europa. A diferença é que na península de Yucatán foram descobertas centenas de dolinas, ao passo que fora dessa região elas são raras. Venha visitar um cenote e veja com os seus próprios olhos essa maravilha da natureza!

Cenote azul
O cenote Azul do México fica em IL Kil, no estado do Yucatána, a céu aberto, com o nível de água de cerca de 26 metros abaixo do nível do solo. Há uma escada esculpida na pedra que permite descer até a piscina natural.

Na península de Yucatán, estima-se que existam mais de 2400 e perto de Playa de Carmen, pode visitar muitos deles. Um deles, e até mesmo que é um completo eco-parque é kantun-chi.

Cenote Dos Ojos um dos cenotes mais incríveis do Riviera Maya. Mergulho Cenote Dos Ojos Playa Del Carmen Tulum Riviera Maya do México
Gruta Azul - Chapada da Diamantina

Poco Encantado - Chapada da Diamantina






sábado, 22 de março de 2014

Hora do Planeta - movimento anti-aquecimento global

         
A Hora do Planeta é um movimento anti-aquecimento global da ONG WWF para mobilizar a sociedade em torno da luta contra o aquecimento global, realizada desde 2007. Em um período de 60 minutos (correspondente a 1 hora) do último sábado de março de cada ano, governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.

Extermínio de polinizadores ameaça vida no planeta

  O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), intensificou a investigação sobre o extermínio de abelhas por intoxicação  por agrotóxicos em colmeias de São Paulo, Minas Gerais e outros estados, diante do agravamento do problema.
  Os estudos com inseticidas do tipo neonícotinóides, devem estar  concluídos no primeiro semestre de 2015. Trata-se de um problema de escala mundial, presente, inclusive, em países do chamado primeiro mundo, e que traz como consequência grave ameaça aos seres vivos do planeta, inclusive o homem.

De acordo com o coordenador geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas e Produtos Perigosos do Ibama, Márcio Freitas, o órgão esta  reavaliando desde 2010, vários produtos suspeitos de causar colapsos e distúrbios em colmeias paulistas e mineiras. Segundo Freitas, que integra o Comitê de Assessoramento da Iniciativa Brasileira para Conservação e Uso Sustentável dos Polinizadores, a intoxicação prejudica a comunicação entre as abelhas e isto impede que elas retornem às colmeias, levando ao extermínio dos enxames.



Enquanto as análises dos produtos investigados não são concluídas, o órgão proibiu sua aplicação aérea (por avião) e na época da florada para não prejudicar a ação de insetos, aves e morcegos.


"Interessa ao IBAMA conhecer o comportamento dos polinizadores, entender seu comportamento e estabelecer medidas de mitigação para protegê-los", explica Freitas.

Estudos realizados em todos os continentes mostram que abelhas, marimbondos, borboletas, morcegos, formigas, moscas, vespas, além do beija-flor, estão seriamente ameaçados de desaparecer em função do uso indiscriminados de pesticidas e agrotóxicos na agricultura.




























          É claro que o balé harmônico de polinizadores como o beija-flor em volta das flores, à procura do néctar, encanta homens e mulheres de todas as idades. Mas a maioria desconhece como eles são essenciais à existência e manutenção da vida no planeta.


 Fonte: reportagem de Martinho Santafé - Jornal - O debate - Rio das Ostras