Em todo o mundo, empresas de alta tecnologia estão desenvolvendo projetos de navios mais modernos. Uma dessas instituições e a Det Norske Veritas, a conhecida sociedade classificadora norueguesa DNV, fundada em 1864. Seu Vice-Presidente, Ketil Djonne, revela as quatro características básicas do navio do futuro: menos poluente, tanto para mar - com redução ou eliminação da agua carregada como lastro - como no ar, com menor emissão de gases poluentes; energeticamente mais eficiente; tecnicamente avançado e financeiramente atraente. O ultimo item e importante, pois um navio perfeito, mas muito caro, acaba nas prateleiras.
O modelo desenvolvido pela DNV se chama "Triality" e devera usar gás, dispor de maquinas de baixa velocidade e dispor de óleo apenas para funções acessórias no motor. O desenho do casco devera tornar desnecessário o lastro e devera emitir menos vapor de suas maquinas. Calcula-se diminuição de 34% na emissão de gas carbônico, em relação a unidades tradicionais. Quanto ao dióxido de enxofre, estima-se redução de 94% nas emissões, com os novos motores.
Segundo o dirigente, ha enorme pressão, em todo o mundo, contra a poluição no mar, tanto de navios como especialmente de plataformas.
"O caso da BP abriu os olhos do mundo", diz, acrescentando ser um desafio para empresas de tecnologia e de exploração.
A DNV e uma das empresas que presta consultoria ao governo americano e informa que os Estados Unidos adotam posição de impor regulação, enquanto a União Europeia deixava o problema com os países-membros e agora esta sendo pressionada a dispor de legislação da comunidade. No Brasil, certamente haverá efeitos da nova regulação, com aumento de custos na exploração e transporte de petróleo.
texto da revista Unificar nº31 de julho/2011